"Não quero tua esplêndida gaiola, pois nenhuma riqueza me consola de haver perdido aquilo que perdi. Prefiro o ninho humilde, construído de folhas secas entre os galhos das árvores amigas. (...)"

(O pássaro cativo, Olavo Bilac)







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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

São Thomé das Letras II: O Mundo Imaginário ficou na imaginação

Festival O Mundo Imaginário


Estou sem palavras para detalhar o que foi esse festival. Mas mesmo sem palavras, o jeito é buscar do fundo da indignação e poder ao menos me pronunciar a respeito do ocorrido.
Quando alguém diz que “a propaganda é a alma do negócio” ela provavelmente sabe do que está falando. Porque realmente É! A propaganda desse festival foi marcante pelas redes sociais, era impossível não ficar com vontade de ir. Covers de artistas fodásticos como The Doors, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Dj´s e Reggae, inclusive com artistas da própria cidade, como Ventania e Força da Paz. Fotos incríveis compartilhadas todos os dias. Três palcos de 500m pra rock, reggae e música eletrônica, certamente na intenção de atingir todas as tribos, e claro, mais gente.
Me juntei a uma excursão que saiu de Sp e fui. Chegando na cidade já começou a palhaçada: vários ônibus parados porque alguém disse que não dava pra passar pois estava atolando, ou deslizando, ou sei lá o quê. Para ir era preciso pegar um dos ônibus da cidade, e pagar a quantia módica de R$10,00, que subiu pra R$15,00 e depois pra R$25,00. Se não passava ônibus, porque só o ônibus da cidade passava? Cheiro de armação. Galera do ônibus convenceu nosso motorista a ir, e ele foi. Claro que não houve problema. Alguns moradores da cidade aproveitaram o momento pra extorquir dinheiro dos desinformados. O trânsito perto do local estava grande, pessoas, carros, motos, vans, peruas, e demoramos pra chegar.
O kilo de alimento que anunciaram no site e no convite nem foi cobrado, e quando alguém dizia que havia trazido eles apontavam um canto e mandavam deixar ali mesmo. O sol era intenso, tão intenso que me deixou com a marca do óculos e o nariz ardendo num período de apenas uma hora de exposição, que foi enquanto eu montava a barraca. O camping era no meio de um pasto, tentei escolher uma parte onde tinha menos cocô de gado, pois estava cheio de esterco por todos os lados, além de ter uma rede elétrica passando por cima, o que causou queda de raios no meio do camping. Sendo um pasto, inevitável encontrar carrapatos, e foi o que aconteceu. Tirei vários da minha coxa, da minha barriga, do meu braço. Estou coçando até agora.
Depois que montei a barraca, saí pra dar uma olhada, e parecia que eu estava no meio de uma obra inacabada: apenas cinco banheiros químicos e alguns banheiros feitos de tapume, aquela madeira de construção. Além de precários, eram insuficientes para todo mundo, e na primeira noite já estavam sem condições de uso. Perguntei onde era a área de banho, e um cara que aparentemente cuidava da organização me disse que “ainda estão montando”.  Na entrada, uma das organizadoras da excursão que eu estava foi barrada porque levava uma sacolinha com coisas pra comer. Queriam que consumíssemos no restaurante de lá, óbvio. Mas não barraram pessoas entrando com caixas de cerveja, garrafas com bebida alcoolica e coolers térmicos, o que não faz sentido, já que as bebidas também seriam vendidas no local. Fui no restaurante pra tentar comer e só de olhar desisti: um monte de gente comendo em pé, mais um monte de gente sentado em poucas mesinhas, um outro tanto esperando pra comer e apenas um garçom anotando os pedidos. Sorte que eu tinha passado no mercado e levado um monte de coisas de comer na mochila, senão tinha passado fome, pois o restaurante JAMAIS conseguiria servir as 6000 pessoas que estavam no lugar.
As tendas ainda estavam inacabadas, nem de longe se pareciam com o que havia sido anunciado e o único palco mais ou menos pronto que tocou um pouco de música caiu depois de um tempo.
E aí veio o pior: a tempestade. A chuva durou umas duas horas e foi tão forte que inundou tudo, levou um monte de barracas embora e raios caíam no meio do camping, as pessoas saíram correndo, mas NÃO HAVIA ABRIGO. Um carioca morreu atingido por um raio, e mais três pessoas que estavam com ele se feriram. A única ambulância do local levou os feridos para o hospital de Três Corações, e o resto da festa ficou sem socorro caso acontecesse mais alguma coisa. Minha barraca ficou toda alagada, quando entrei minhas coisas nadavam na água, molhou tudo e fiquei sem roupa pra trocar, assim como a maioria das pessoas que estavam ali. A chuva forte fez com que todos ficassem ilhados, não havia como sair do local pois a estrada estava atolando, e a maioria dos ônibus haviam ficado na cidade por causa do tal boato de que “não dava pra passar”. Então nem dava pra voltar. Fomos todos obrigados a passar a noite de maneira precária. Uma das tendas que devia ter som virou um dormitório, a galera dormiu embaixo e mais um monte de gente ficou sentado na grama molhada esperando o dia clarear pra tentar ir embora. Durante a madrugada não havia o que comer, o restaurante fechou e as poucas barracas que serviam comida não tinha mais comida. Consegui comprar um pedaço de pizza no cone por R$10,00, superfaturaram o preço das poucas coisas que tinham.
A aparelhagem de som queimou por conta da chuva, então NÃO TEVE SOM! Se o festival prometia ser algo parecido com Woodstock, conseguiu: assim como em Woodstock, os banheiros não eram suficientes, não havia lugar para banho, não havia estrutura, não havia comida e muita gente entrou sem pagar. A diferença é que em Woodstock TEVE SOM, e as pessoas estavam ali para isso, então o resto seria contornável. Depois da chuva, as únicas pessoas que cuidavam do evento, os seguranças da portaria, simplesmente DESAPARECERAM! A polícia disse que o evento não podia continuar e todos se mandaram sem dar sequer uma satisfação. Não havia ninguém que pudesse orientar, nos mandar ir embora ou fornecer alguma informação. E o local não tinha sinal de celular nenhum para pedir algum socorro caso fosse necessário.
Durante a madrugada, todo mundo molhado e precisando se esquentar, começaram a saquear os bares e caminhões de bebida. Apareceu um cara correndo do nada com uma serra elétrica(!) pra tentar espantar as pessoas que estavam saqueando, e depois saiu correndo no meio da multidão agitando a serra elétrica LIGADA para todos os lados, uma cena de filme de terror.
Para dormir um pouco, joguei a água da barraca pra fora torcendo com as minhas próprias roupas, virei a parte plástica do colchão de ar pra cima pra enxugar e dormi ali mesmo, e em volta tudo ensopado, cheio de água e pingando. Parecia que eu estava no meio de uma enchente.
Pela manhã, abri a porta da barraca e a cena era de um campo de guerra: todo mundo levantando, desmontando as coisas e carregando as tralhas molhadas, um monte de lixo, barracas destruídas, mochilas abandonadas e os sobreviventes se erguendo e arrumando as bagagens pra fugir dali. Alguns DJ´s que estavam presentes, mas não eram do evento, montaram uma gambiarra com o celular e caixas de som e fizeram um som, mas algo totalmente informal. Mas ninguém mais estava no pique de curtir a música.
Todo mundo foi embora pra cidade e estava tudo lotado, não havia mais acomodação. Alguns amigos conseguiram alugar uma casa e passamos a noite lá, tive que comprar roupas pra poder trocar por conta da mochila molhada. Várias pessoas dormiram dentro do ônibus mesmo.
O bom é que brasileiro sempre consegue tirar o bom de tudo. Botaram os carros de som na praça de São Thomé e fizeram a rave ali mesmo durante a noite inteira, fomos curtir um rock num dos bares de lá, visitamos as cachoeiras. Apesar de todo esse perrengue, não vi uma briga sequer, não vi nenhuma notícia de assalto e não vi ninguém se estressar. Mas uma garota perdeu a bolsa E ROUBARAM A ÁRVORE QUE EU HAVIA LEVADO PRA PLANTAR! Fiquei chateada.
Quando voltávamos do festival, havia um carro pendurado numa ponte estreita e o motorista não quis passar com medo de não ter espaço, aí esperamos um tempão o dono aparecer e nada. Pessoal pegou o violão, começou a tocar ali mesmo na rua, passou um carro equipado, abriu o porta malas, ligou o som e a galera se divertiu. Depois se juntaram pra tirar o carro, um cara numa troller tinha uma corda e guinchou o carro enquanto os meninos ajudavam a erguer a traseira pra não cair no rio. Brasileiro é sempre unido, principalmente nas piores situações.
A empresa que fez o evento, se é que existe uma, pois quem estava organizando deixou claro que nunca havia feito algo do tipo, deveria no mínimo ressarcir o dinheiro, pois não foi um festival barato, e mesmo que a chuva não tivesse caído, não haveria muita coisa: nem comida, nem chuveiros, banheiros insuficientes, nem as três tendas prometidas, nem as feirinhas de artesanato, nem as oficinas de cultura, nem o som, pois os artistas NÃO FORAM! E eles lucraram cerca de R$700.000,00 com a venda de ingressos, tiraram o site do ar e simplesmente foram embora quando a polícia apareceu e disse que não havia estrutura pra suportar a quantidade de gente e mandou parar o “festival”. Segundo o portal G1 o evento não tinha alvará de funcionamento, mesmo o lugar tendo sido trocado por proibição do IBAMA.

A estrutura era essa aí que vcs tão vendo: As casinhas rosa são os banheiros, as azuis vendiam uns lanchinhos e espetinhos superfaturados, a tenda branca serviu de dormitório depois que a chuva destruiu tudo. E tinha mais uma tenda que tocou música eletrônica por pouco tempo, até que a chuva queimasse os equipamentos de som (eles deviam ter técnicos e estar preparados pra casos como esse)

A tenda que virou dormitório dos desabrigados (já não tinha música mesmo)



Levantando acampamento pela manhã pra ir embora, pq nao tinha condições de ficar ali (e sem som, que era o objetivo, muito menos).

Antes de ir embora, em meio ao "campo de guerra", com a árvore que eu levei pra plantar e que foi roubada. Eu estava em dívida com São Thomé, pois havia visitado a cidade em Maio e nao plantei nada (o meu projeto Sementes na Mochila ainda nao estava em execução), e não consegui plantar de novo porque sumiram com a minha árvore num momento de descuido.


O saque às bebidas e "o massacre da serra elétrica":






A festa rolou na praça da cidade mesmo. Brasileiro sempre sabe tirar o bom de tudo!


O jeito é curtir a cidade que nao deixa a desejar, mesmo com a superlotação.

Nariz vermelho por causa do sol que estava quando montei a barraca antes da chuva:


Quando todos estavam indo embora, ainda fizeram um som totalmente improvisado. Observe a estrutura da segunda tenda, a única que funcionou, e por pouco tempo. Isso tem capacidade pra quantas pessoas? E em volta parecia um lixão, o lugar nao tinha uma lata de lixo sequer!


Um vídeo do site de notícias G1 falando sobre o evento e do suposto raio que caiu no camping e matou um rapaz do RJ. Pode nao ter sido esse, porque caiu muitos!

Durante a organização da festa, as coisas já estavam saindo erradas. Foto postada na página do facebook que estava fazendo a divulgação. Tiraram essa página do ar também!:


E tiraram o site do ar. Espertinhos!



Quando a realidade bateu à porta, o fantástico mundo prometido ficou só na imaginação, e virou mais uma história pra contar. Essa foto do Alex demonstra toda a indignação de quem criou expectativas e saiu frustrado e sentindo-se enganado:



Se você também foi e está se sentindo lesado, assine a petição pública:

terça-feira, 14 de agosto de 2012

São Thomé das Letras: você só acredita vendo!



"A lenda que deu origem a toda a história da cidade de São Thomé das Letras aconteceu em uma gruta.
João Antão escravo da Fazenda Campo Alegre, cujo romance com a irmã de seu senhor, o Capitão João Francisco Junqueira, havia sido descoberto, cansado dos maus tratos, refugiou-se em uma gruta no alto da serra, onde passou a viver da pesca, frutos e raízes da região. Um dia um senhor de vestes brancas apareceu para o escravo lhe entregando um bilhete e dizendo que se ele o entregasse ao capitão, este o perdoaria.
Ao ler o bilhete, o Capitão lhe ordenou que o levasse até a gruta, onde encontraram uma imagem de São Tomé entalhada em madeira. João Francisco, homem profundamente religioso recolheu a imagem e a levou para casa.A imagem sumiu e reapareceu na gruta por várias vezes.
Acreditando ser um milagre, o Capitão mandou erguer uma capela no local, onde, em 1785, foi construída a Igreja Matriz, originando assim o povoado; dizem que o filho do Capitão, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, título este concedido por D. Pedro II, foi sepultado debaixo do altar da igreja.
A origem do nome da cidade deve-se à aparição do santo e às inscrições rupestres encontradas na entrada da gruta que não se sabe terem sido feitas pelos índios cataguases antigos moradores da região ou se são palavras deixadas pelo santo.
O místico procura na prática espiritual e no estudo das coisas divinas, mais que na racionalidade, as buscas para suas concepções divinas, embora muitas vezes o misticismo esteja envolvido com intrincados sistemas que o fundamentam. Em São Thomé existem diversas condições que levaram místicos de todo o Brasil e do mundo a procurarem a cidade, pois estes acreditam que ali há evidências favoráveis às suas práticas e a uma vida pautada no espiritual e no ritualístico implantado por sociedades alternativas ali presentes ou até mesmo por seitas e movimentos." Fonte:
http://www.visitesaothome.com.br

Excelente videozinho falando sobre os mitos e lendas que envolvem essa incrível cidadezinha que eu AMEI!

2012 foi abençoado para feriados. O dia 01 de Maio estava chegando e eu não tinha planos de viajar pra nenhum lugar, pois queria economizar para o mochilão de Julho. Mas sempre que um feriado se aproxima, começa a me dar um desespero de fazer alguma coisa, porque eu simplesmente ODEIO ficar em casa sozinha sem fazer nada em feriados prolongados, e pensando em tantos lugares incríveis onde poderia estar.  Pesquisei um pouco e decidi ir pra São Thomé, e arrumei uma galera gente boa pra ir também. Reservamos uma pousadinha. Eu queria ficar num dos campings de lá, mas como eu não tinha barraca na época, comprar barraca, saco de dormir e pagar a diária sairia mais caro do que a pousada.

Primeiro dia:
Saímos de Sampa na sexta à noite, e chegamos em STL no sábado pela manhã, ainda de madrugada. Deixamos as coisas na pousada e fomos até a pirâmide, o ponto mais alto da cidade pra ver o sol nascer, maaaaas... cadê o sol? Estava tudo nublado porque o inverno estava chegando, então não deu pra ver o sol, mas as nuvens estavam bem baixas, foi legal entrar quase no meio da nuvem. Tomamos café numa padaria perto e pegamos um ônibus na praça principal que faz um tour pelas cachoeiras da região e na volta passa num restaurante para o almoço (mas volta bem de tardezinha). São Thomé é famosa pelos imensos cogumelos que crescem na região, e os adeptos desse “chazinho” ficam à caça dele pelos pastos, pois eles crescem fertilizados pelo esterco do gado (eca!). Até vi alguns crescendo quando desci do ônibus em uma das cachoeiras. E também é um lugar onde toca muito reggae (gosto pouco rs), na volta paramos num bar onde estava tendo um show de reggae do grupo Força da Paz, um grupo de lá de São Thomé mesmo.

Esperando o sol nascer na pirâmide

E olha ela aí (nao, não é como as pirâmides do Egito rs)



O máximo que o sol quis mostrar dae própria cara foi isso (ficou regulando as coisas rs)


Esse bar fica no começo da subida da pirâmide. À noite tocava um som pauleira lá.



Uma das cachoeiras que o ônibus da ciidade passa durante o tour. Não lembro o nome dela.


Os objetos não-voadores identificados:



O bar que tocava um reggae em frente a Cachoeira da Lua:


Cachoeira do Flavio (eu acho): 


À noite, fomos numa pizzaria e pedimos uma pizza na pedra: como São Thomé tem várias pedreiras pela região onde a maioria das pessoas da cidade trabalham, tudo lá é de pedra: o revestimento das casas, o calçamento das ruas, e até as lembrancinhas são umas casinhas de pedra, dentre outras coisas. Nada mais justo do que a culinária se aproveitar desse detalhe típico e usá-la a seu favor. A pizza é assada na pedra, o que deixa a massa com uma crocância deliciosa. Além da pizza na pedra, também há deliciosas cachacinhas que são vendidas em todo lugar por lá.
Depois do jantar, estava rolando o Festival Toca Raul no centro, e eu fui assistir. Várias bandas tocaram, e intercalavam músicas do Raul com outros rocks. Tocavam um rock, dois, no terceiro a galera já gritava: “Toca Raul! Toca Raul!”.

Dando umas voltas pela cidade.

A pizza na pedra (ou o que sobrou dela).


Festical Toca Raul




Segundo dia:          
Andei por toda a cidade, comprei lembrancinhas, subi nas pedras altas de onde se tem uma vista fantástica do lugar e almocei a deliciosa comida mineira: arroz, feijão, feijão tropeiro, farofa, carnes, couve, tudo que tem direito no prato dos mineiros (e dos visitantes). Delícia. E começou a chover. Ok, sem stress, paramos num bar de lá e ficamos a tarde toda jogando sinuca, tocando violão e tomando cerveja. Nesse dia chegou mais um amigo da Bia, a paulista que estava comigo: o Melito, e ele levou o violão, então nem tem como se estressar.  

Esperando o almoço sair, serviram umas cachacinhas na faixa. De graça até injeção na testa, né.

Entrada do restaurante:


Transbordando boas energias. O clima do lugar é contagiante!


Eu não quero mais ir embora de Minas!



Calma, vamos conversar... (um trabalhador das pedreiras da cidade?)





Choveu? A gente arruma o que fazer.



À noite, subimos pra parte alta da cidade, perto da pirâmide, porque teria um show do Ventania num dos únicos três bares que ficam na subida pra pirâmide.
O Ventania é um hippie doidão cujas músicas têm letras peculiares e mora em São Thomé, mas é bem conhecido em outros lugares também. Se você nunca ouviu as músicas (eu nunca tinha ouvido falar nele até ir pra lá), procure no You Tube e morra de rir. Ele demorou pra caramba pra chegar, e isso porque ele mora na rua de baixo do bar onde seria o show, e enquanto esperávamos ficamos nos bares em frente. Em um o Força da Paz estava cantando e no outro uma banda de rock. Existe uma fama que São Thomé é habitada por duendes e Et´s, mas isso deve estar ligado a um certo cigarro natural muito consumido por lá que faz as pessoas verem coisas.

Subindo para a parte alta da cidade:
 
Esperando o show do Ventania:


Olha o Ventania aí! Doidão o cara. "Isso é só para loucos, caretas nao."

Uma música dele:
 

Terceiro dia:
Como o Melito chegou depois e não tinha feito o tour pelas cachoeiras, pegamos o ônibus e fomos de novo com ele, mas estava um frio do caramba, garoando e a água geladassa, então nem deu pra entrar. À noite fomos de novo no show de reggae do grupo Força  da Paz e a banda de rock no bar em frente, e voltamos pra pousada debaixo de uma garoa chatinha.

Nesse dia esfriou pra caramba, nem deu pra entrar na cachoeira:


Mas sempre tem uns corajosos que entram:


O ônibus que faz o tour pelas cachoeiras da redondeza (ao lado do desenho da pirâmide tem um disco voador):


Momento Velhas Virgens no nosso cafofo. Sem mísica não dá!


Reggae a vida com amor (olha o instrumento do cara de boina feito de cano):



Como toda cidade de montanha, a madrugada de São Thomé é assim: fria, úmida e nebulosa.


Quarto dia:
E no último dia, o sol: vivaaaaa!!! Queria ir na Ladeira do Amendoim, aquela famosa ladeira onde os carros, ao invés de descer, sobem, e também na famosa gruta onde foi encontrada a estátua do São Thomé que dá nome à cidade, além da Gruta do Carimbado, que dizem que é tão prfunda que vai até a cidade de Macchu Picchu. Mas esses pontos ficavam bem afastados. Tínhamos duas opções: rachar o aluguel de um jipe ou alugar dois quadriciclos pra ir. O aluguel do jipe era muito caro, e a locadora de quadriciclos estava fechada. Buááááá. Ir sem carro tem seus pormenores, fazer o quê. No problem, pretendo voltar, provavelmente em Outubro num festival de rock que terá lá em tributo à Woodstock. Se possível irei visitar esses dois pontos.
Eu coleciono lembrancinhas de viagem, e gosto de comprar coisas que tenham a cara do lugar, e comprei um duende, um ET e umas casinhas, além de outras coisinhas legais. Simplesmente AMEI São Thomé das Letras: a calma, a vibe hippie, a pizza na pedra, a comida mineira, as maravilhosas cachoeiras, a típica simpatia e receptividade do povo mineiro, os shows de reggae, além do sossego delicioso de cidade do interior. Nota dez!


Dentro da pirâmide, um dos muitos hippies do lugar. São Thomé é cheia de hippies, e vários deles ficam pelas cachoeiras e pela cidade vendendo artesanato e coisas típicas.





Patrimônio de São Thomé: os cachorros! Nunca vi um lugar com tantos cachorros, e NENHUM com aparência maltratada. A população da cidade cuida deles. Fica a lição.



Já com saudades desses pratos fartos...


E pela primeira vez, Tati só levou o necessário: uma mochila!



Vem ver como tá bonito em São Thomé! (na pirâmide)



Em Três corações, voltando pra Sampa. Já havia visitado essa cidade com meu pai quando ainda era criança. Não perdeu sua graça, mas ficou bem mais cosmopolita.

Como chegar: de ônibus, há linhas que saem de Três Corações de hora em hora. Em feriados, os ônibus saem da rodoviária do Tietê direto para São Thomé, sem necessitar de conexão em Três CoraçõesDe carro, a partir de São Paulo, pela rodovia Fernão Dias (aproximadamente seis horas de viagem).
Onde ficar:

Campings: http://www.visitesaothome.com.br/index.php?q=campings

O que fazer:
Roteiros com os principais pontos turísticos: http://www.visitesaothome.com.br/index.php?q=roteiros
Além, é claro, de visitar os maravilhosos restaurantes com comida típica mineira, curtir um reggae com o grupo força da paz, assistir um show do Ventania, subir na Pirâmide e contemplar o por do sol, fazer esportes radicais, passear pela cidade e se encher de lindas e charmosas lembrancinhas.